Casos graves de doenças respiratórias já somam 94 internações e sete mortes em Cachoeira do Sul
- William Barreto

- 2 days ago
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Maioria das internações está relacionada a casos não especificados e influenza; quase metade dos pacientes hospitalizados precisou de leito de UTI

Cachoeira do Sul contabiliza 94 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desde o início de 2026, conforme dados atualizados pela Vigilância Epidemiológica do município até as 12h04 desta quinta-feira (25). O balanço aponta ainda sete mortes associadas à síndrome e indica que 43,62% dos pacientes hospitalizados necessitaram de atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), evidenciando a gravidade dos casos registrados.
A taxa de letalidade acumulada é de 7,45%, enquanto a incidência alcança 115,26 casos por 100 mil habitantes. A mortalidade está em 7,45 óbitos por 100 mil habitantes. De acordo com a avaliação epidemiológica, o cenário é classificado como de gravidade moderada, mas com elevada demanda por suporte intensivo.
Entre as hospitalizações, a maior parte dos registros permanece classificada como SRAG não especificada, com 37 casos. Em seguida aparecem os casos relacionados à influenza, com 29 internações, e aos demais vírus respiratórios, que somam 26 ocorrências. Outros dois casos seguem em investigação, enquanto foram registrados ainda um caso de SRAG por Covid-19 e um por outro agente etiológico.
O detalhamento dos óbitos mostra que três mortes ocorreram entre pacientes com SRAG não especificada, representando 43% do total. Outros dois óbitos tiveram confirmação para influenza e dois para rinovírus, responsável por parte dos casos classificados como outros vírus respiratórios.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, a categoria "outros vírus respiratórios" reúne agentes identificados por exames laboratoriais realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), incluindo influenza A e B, coronavírus SARS-CoV-2, adenovírus, vírus sincicial respiratório (VSR), metapneumovírus humano e rinovírus.
Os indicadores atualizados reforçam o monitoramento da circulação de vírus respiratórios durante o período de maior incidência de doenças sazonais e evidenciam a pressão exercida sobre a rede hospitalar em razão da necessidade de leitos de terapia intensiva.










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