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HCB suspenderá anestesia pelo IPE Saúde em cirurgias eletivas e partos

  • Writer: William Barreto
    William Barreto
  • 3 days ago
  • 2 min read

Medida passa a valer em 1º de junho e fará pacientes do convênio arcarem com custos anestésicos em procedimentos não urgentes


Hospital de Caridade e Beneficência (HCB) - Cachoeira do Sul/RS
Hospital de Caridade e Beneficência (HCB) - Cachoeira do Sul/RS

Pacientes do IPE Saúde atendidos no Hospital de Caridade e Beneficência (HCB), em Cachoeira do Sul, terão de pagar pelo serviço de anestesia em cirurgias eletivas e partos a partir de 1º de junho. A suspensão do atendimento anestésico pelo convênio foi confirmada pelo hospital nesta semana e, segundo a instituição, ocorre em razão da defasagem dos honorários pagos pelo IPE Saúde aos profissionais da área.


Com a mudança, usuários do plano estadual que realizarem procedimentos não urgentes precisarão negociar diretamente com a equipe de anestesistas os valores cobrados pelo serviço. O pagamento será particular, com possibilidade posterior de solicitação de ressarcimento junto ao IPE Saúde, conforme critérios definidos pela autarquia estadual.


O HCB informou que atendimentos de urgência e emergência continuarão sendo realizados sem cobrança adicional aos beneficiários do convênio. A medida também abrange pacientes internados em caráter de urgência e atendimentos oncológicos realizados pela UNACON (Unidade de Alta Complexidade em Oncologia).


Em manifestação encaminhada ao Barretto News, a coordenadora da Assessoria de Comunicação do IPE Saúde, Roberta Marques, afirmou que o instituto reconhece discussões envolvendo valores pagos à rede credenciada, mas sustenta que trabalha em um modelo voltado à sustentabilidade financeira do plano.


Segundo o IPE Saúde, médicos que atuam como pessoa jurídica recebem atualmente R$ 108 por consulta, enquanto profissionais vinculados como pessoa física recebem R$ 74,40. A autarquia afirma que os valores estão entre os mais altos praticados por institutos estaduais de assistência à saúde no país.


O instituto também declarou que o cenário registrado em Cachoeira do Sul “já é praticado em hospitais de todo o Estado” e afirmou que, desde a criação do IPE Saúde, em 2018, não recebeu solicitações de credenciamento de anestesistas, em razão de posicionamento adotado pela categoria médica.


Sobre o reembolso aos segurados, o IPE Saúde informou que o pagamento ocorre apenas nos casos em que o procedimento principal tenha sido autorizado e realizado pelo convênio. Conforme a autarquia, o valor devolvido ao usuário não corresponde ao total desembolsado, sendo calculado de acordo com o porte anestésico do procedimento, em tabela que varia entre R$ 156,45 e R$ 569,96.


Ainda segundo o instituto, o reembolso é realizado em até 20 dias após o recebimento da conta hospitalar, enviada pela instituição de saúde. O segurado terá prazo de até cinco anos para solicitar o ressarcimento.


Dados apresentados pelo IPE Saúde apontam que Cachoeira do Sul possui 5.993 segurados vinculados ao plano. Já a Região Funcional 8, da qual o município faz parte, concentra cerca de 103 mil usuários.


A autarquia afirmou ainda que trabalha no programa “Mais Assistência”, voltado à ampliação da rede credenciada e modernização dos serviços. O projeto prevê novo modelo de credenciamento médico e expansão do número de profissionais vinculados ao sistema até o fim de 2026.


O instituto confirmou também que existe previsão de revisão dos honorários pagos aos médicos credenciados, incluindo anestesistas, embora não tenha informado prazo para implementação das mudanças.

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