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Anvisa autoriza medicamento injetável de longa duração para prevenção do HIV

  • Writer: William Barreto
    William Barreto
  • Jan 12
  • 2 min read

Medicamento injetável poderá ser usado como PrEP após testagem negativa; definição de preço e análise para o SUS ainda estão pendentes



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do medicamento Sunlenca como estratégia adicional para reduzir o risco de infecção pelo HIV no Brasil. A decisão permite que o fármaco seja utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP) por pessoas que não vivem com o vírus, mas se encontram em situação de maior vulnerabilidade à transmissão sexual.


A autorização abrange adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso corporal mínimo de 35 quilos. Antes do início do uso, é obrigatória a comprovação de que o paciente não possui infecção pelo HIV, condição necessária para a segurança do tratamento.


O medicamento tem como base o lenacapavir, substância que atua sobre uma estrutura central do vírus, o capsídeo, interferindo em diferentes momentos do seu desenvolvimento no organismo humano. Ao comprometer esse processo, o fármaco reduz a capacidade de multiplicação viral e impede o estabelecimento da infecção.


O esquema aprovado prevê uma etapa inicial com uso oral, seguida por aplicações subcutâneas realizadas em intervalos de seis meses. A periodicidade ampliada diferencia o método das opções preventivas atualmente disponíveis, que dependem da ingestão diária de medicamentos.


A PrEP é uma das principais estratégias de enfrentamento ao HIV e integra a política de prevenção combinada, que reúne ações como testagem regular, uso de preservativos, tratamento contínuo de pessoas diagnosticadas, profilaxia pós-exposição (PEP) e acompanhamento clínico de gestantes vivendo com o vírus.


A decisão da Anvisa foi baseada em estudos clínicos que demonstraram redução expressiva de novas infecções entre os participantes que utilizaram o medicamento. Os dados também indicaram maior regularidade no uso ao longo do tempo, aspecto considerado relevante para políticas de saúde pública.


Apesar da liberação sanitária, o medicamento ainda não está disponível para a população. A comercialização depende da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Já a possível oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) será avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e pelo Ministério da Saúde.

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