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Ações de prevenção ao HIV serão ampliadas em quatro municípios da região em 2026

  • Writer: William Barreto
    William Barreto
  • 3 hours ago
  • 2 min read

Planejamento inclui escolas, idosos e saúde do homem em cidades do interior do RS, onde diagnóstico tardio e estigma ainda desafiam políticas públicas


Foto: Geise Esper.
Foto: Geise Esper.

Municípios da região de Cachoeira do Sul devem ampliar, ao longo de 2026, ações de prevenção ao HIV e de enfrentamento ao estigma associado à Aids. A definição ocorreu no sábado (7/02), durante uma assembleia realizada em Lagoão, que reuniu representantes de grupos comunitários e agentes ligados à área da saúde de Cachoeira do Sul, Sobradinho, Passa Sete e Lagoão.


A discussão partiu de dados recentes sobre a incidência do HIV no Brasil e no Rio Grande do Sul, que indicam a persistência de novos casos e dificuldades no diagnóstico precoce, especialmente em municípios do interior. Segundo os participantes, fatores como desinformação, preconceito e menor acesso a serviços especializados seguem como entraves para o controle da doença fora dos grandes centros urbanos.


Com base nesse cenário, foram definidas ações voltadas a públicos considerados estratégicos pelas políticas de saúde, como estudantes, idosos e homens adultos — grupo que apresenta baixa adesão a campanhas preventivas e menor procura por serviços de testagem. Estão previstas atividades educativas em escolas, encontros comunitários, palestras em grupos sociais e mobilizações durante o Dezembro Vermelho, campanha nacional de conscientização sobre HIV e Aids.


Em Sobradinho, o planejamento prevê ações junto à população idosa, atividades de educação em saúde e iniciativas direcionadas à saúde do homem. Em Passa Sete, as medidas priorizam a articulação entre saúde e educação e a atuação em grupos vinculados a programas sociais. Já em Lagoão, onde a atuação ainda é limitada, o foco será a formação de agentes locais e a aproximação com escolas e comunidades.


O encontro também sinalizou a intenção de ampliar o diálogo com o poder público municipal, especialmente na área da saúde, como forma de integrar ações comunitárias às políticas públicas já existentes. As atividades devem ser executadas de forma descentralizada ao longo do ano, conforme a realidade de cada município.


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