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Fake news sobre HIV em testes de glicemia alarma população e reforça preconceito

  • Writer: William Barreto
    William Barreto
  • 22 hours ago
  • 2 min read

Não há transmissão do vírus por procedimentos de glicemia; espalhar boatos é perigoso e discriminar pessoas que vivem com HIV é crime previsto em lei




Uma mensagem que circula em redes sociais e aplicativos de mensagens tem causado preocupação ao afirmar que pessoas estariam visitando residências para medir a glicemia com o objetivo de transmitir o vírus HIV. A informação é falsa e não encontra respaldo científico.


Especialistas em saúde pública reforçam que não existe transmissão do HIV por testes de glicemia realizados corretamente, com materiais descartáveis e protocolos de biossegurança rigorosos, adotados por serviços de saúde públicos e privados. A divulgação desse tipo de boato alimenta medo, preconceito e desinformação.


O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) ataca o sistema imunológico, comprometendo os linfócitos T CD4+, enquanto a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a condição clínica que surge quando a infecção não recebe tratamento adequado. No Brasil, o primeiro diagnóstico ocorreu em 1980 e, desde 1996, o tratamento antirretroviral é garantido gratuitamente pelo SUS, assegurando controle da infecção e qualidade de vida para qualquer pessoa, independentemente de idade, gênero ou condição social.


A transmissão do HIV ocorre exclusivamente por fluidos corporais específicos, principalmente em relações sexuais sem preservativo, no compartilhamento de seringas e materiais perfurocortantes contaminados, na transmissão vertical (mãe para bebê, se não houver tratamento) e, de forma hoje extremamente rara, por transfusão de sangue ou transplante de órgãos não testados. O vírus não se transmite por beijos, abraços, aperto de mãos, suor, lágrimas, uso compartilhado de objetos, picadas de insetos ou por procedimentos de glicemia.


A disseminação de boatos contribui para o preconceito e reforça atitudes discriminatórias. A Lei nº 12.984/2014 estabelece que discriminar pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA) é crime, punível com reclusão de 1 a 4 anos e multa, para condutas que restrinjam direitos ou exponham os indivíduos ao constrangimento por causa da condição sorológica.


A prevenção ao HIV baseia-se na prevenção combinada, que inclui preservativos, Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), Profilaxia Pós-Exposição (PEP), testagem regular e início precoce do tratamento. O diagnóstico oportuno permite controlar a infecção, preservar a saúde e reduzir o risco de transmissão.


Em situações de abordagem suspeita, a orientação é não permitir a entrada de desconhecidos e comunicar imediatamente as autoridades: Brigada Militar pelo telefone 190 e Ouvidoria do SUS pelos números (51) 99906-7384 ou 0800 645 0644.


Para informações confiáveis sobre HIV, Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), a população deve procurar unidades de saúde, o Ambulatório Vida, ou a Pastoral da Aids da Diocese de Cachoeira do Sul, no Instagram: instagram.com/pastoralaidsdcs.

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