Trump anuncia morte de Ali Khamenei e promete ofensiva contínua no Irã ao lado de Israel
- William Barreto

- 3 days ago
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Presidente dos EUA afirma que líder supremo iraniano foi morto em operação conjunta e diz que bombardeios seguirão “pelo tempo necessário”; Teerã ainda não confirmou a informação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (28/02) que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, está morto em decorrência de uma operação conduzida com apoio direto de Israel. A declaração foi feita por meio de comunicado público, no qual o presidente classificou Khamenei como “uma das pessoas mais malignas da História” e descreveu a ação como um marco para a segurança internacional.
Até o momento, autoridades iranianas não confirmaram oficialmente a morte do líder religioso e político, que ocupava o posto máximo da República Islâmica desde 1989. Também não houve posicionamento imediato de organismos multilaterais ou de governos europeus sobre o anúncio.
No comunicado, Trump afirmou que a ofensiva contou com “sistemas de inteligência e rastreamento altamente sofisticados” e que foi realizada em cooperação estreita com Israel. Ele declarou que outros líderes iranianos teriam sido mortos na mesma operação, sem detalhar nomes ou funções.
O presidente norte-americano indicou ainda que os bombardeios continuarão “de forma intensa e precisa” ao longo da semana ou pelo tempo que considerar necessário para atingir o que chamou de “paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo”. Segundo ele, integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica — oficialmente denominada Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) — estariam buscando imunidade junto às autoridades americanas.
A Islamic Revolutionary Guard Corps é uma das principais forças militares do Irã e responde diretamente ao líder supremo. O grupo exerce influência significativa nas áreas política, econômica e de segurança do país e é classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista desde 2019.
No pronunciamento, Trump defendeu que membros das forças de segurança iranianas se unam a “patriotas iranianos” para reconstruir o país, que, segundo ele, teria sido amplamente destruído em apenas um dia de ofensiva. Ele também afirmou que a morte de Khamenei representa “a maior oportunidade única” para que o povo iraniano retome o controle da nação.
Analistas internacionais avaliam que, caso confirmada, a morte do líder supremo representaria a maior ruptura institucional no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. A sucessão no comando do país é formalmente conduzida pela Assembleia dos Peritos, órgão clerical responsável por nomear o líder supremo. Um eventual vácuo de poder pode desencadear disputas internas entre alas conservadoras, militares e reformistas.
Especialistas em geopolítica alertam para o risco de escalada regional. O Irã mantém alianças estratégicas com grupos armados no Líbano, na Síria, no Iraque e no Iêmen. Uma ofensiva direta contra sua liderança pode provocar retaliações indiretas ou conflitos ampliados envolvendo atores estatais e não estatais.
Até o fechamento desta edição, não havia confirmação independente sobre a operação mencionada pelo presidente americano nem informações detalhadas sobre o número de vítimas ou os locais atingidos. O governo dos Estados Unidos também não divulgou dados técnicos que comprovem a ação militar.
O anúncio eleva a tensão no Oriente Médio a um dos níveis mais críticos das últimas décadas e abre um período de incerteza sobre os desdobramentos diplomáticos e militares nas próximas horas.










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