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Greve no transporte coletivo de Cachoeira do Sul começa nesta sexta-feira (6)

  • Writer: William Barreto
    William Barreto
  • 23 hours ago
  • 2 min read

Categoria pede reajuste de 10% e aumento real; concessionária aguarda decisão sobre frota mínima



Os usuários do transporte coletivo urbano de Cachoeira do Sul devem enfrentar dificuldades de deslocamento a partir desta sexta-feira (6). Após o fracasso nas negociações salariais com a Transportes Nossa Senhora das Graças (TNSG), o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário confirmou a deflagração de greve por tempo indeterminado.


O movimento ocorre diante da ausência de contraproposta às reivindicações da categoria. Conforme o presidente do sindicato, Luiz Aníbal, a pauta inclui reajuste salarial de 10% para todos os profissionais, acrescido de 10% de aumento real, além da elevação do vale-refeição para R$ 500 e do aumento do adicional pago aos motoristas que acumulam a função de cobrador, de 15% para 30%.


Incerteza sobre a operação


A gerente operacional da TNSG, Carla Machado, confirmou o recebimento formal do ofício que comunica a paralisação. No entanto, o plano de operação para esta sexta-feira permanece indefinido. Segundo ela, até o momento não houve contato do sindicato para tratar da manutenção do serviço.


“Por enquanto, o presidente do sindicato não entrou em contato para definirmos. Caso não haja acordo, a Justiça do Trabalho deverá estabelecer o percentual mínimo de operação”, explicou. A indefinição impede, neste momento, que a empresa informe quais horários, linhas ou bairros serão atendidos.


Carla Machado destacou ainda que a responsabilidade legal de comunicar a paralisação aos órgãos competentes é do sindicato, assim como a definição sobre a manutenção de serviços parciais durante a greve.



A tentativa de evitar a paralisação esbarra em entraves administrativos. A TNSG informou que o diretor financeiro da empresa não se encontra na cidade, o que inviabiliza, neste momento, a apresentação de uma nova proposta salarial, mesmo com a proximidade do início da greve.


Sobre os impactos no município, a concessionária reforçou sua condição contratual. “Como somos prestadores de serviço, tudo o que o poder público determinar será cumprido”, afirmou a gerente operacional, ressaltando que a empresa aguarda orientações da prefeitura para reduzir os prejuízos à população.


Direito do usuário


Do ponto de vista legal, o transporte coletivo é considerado serviço essencial e não pode ser interrompido integralmente. Sem um plano de contingência definido até o fechamento desta edição, a orientação é que os usuários busquem alternativas de deslocamento.


A expectativa é de que a Justiça do Trabalho defina, nas próximas horas, o percentual mínimo de frota em circulação, garantindo o atendimento básico à população e evitando o colapso total do sistema de transporte urbano.

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